Cerca de três anos depois da morte, em 28 de Julho de 2023, de Macassar Abacar, mais conhecido por “Cebolinha”, ainda não há justiça para a família do jovem artista que encontrou a morte em circunstâncias estranhas nas celas da 3.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo.
Em Abril de 2024, a antiga Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, confirmou a morte do jovem nas celas. Durante a apresentação do seu último Informe Anual à Assembleia da República (AR), disse que não tinha havido homicídio, o que levou ao arquivamento do processo registado sob o número 615/2023, mas não disse o que teria tirado a vida do jovem que foi detido com saúde e em menos de 24 horas foi encontrado sem vida nas celas.
Volvidos cerca de três anos, o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) continua a defender que a informação de Buchili não foi esclarecedora e, por isso, propõe um processo autónomo contra o chefe das operações da 3.ª Esquadra, à data dos factos, bem como contra todos os agentes da PRM que estavam escalados na noite em que “Cebolinha” encontrou a morte.

