Governo tenta justificar o pagamento antecipado da dívida com o FMI, mas não convence

Numa decisão inédita e bastante controversa, o governo de Moçambique procedeu, a 28 de Março, ao pagamento integral e antecipado da dívida no valor de mais de 698,5 milhões de dólares ao Fundo Monetário Internacional (FMI). 

A operação abrange financiamentos contraídos no âmbito da janela concessional do FMI conhecida como Poverty Reduction and Growth Trust (PRGT), utilizada por países de baixo rendimento para fazer face a choques macroeconómicos e restrições na balança de pagamentos. Os financiamentos remontam a diferentes momentos, incluindo as facilidades de crédito rápido de 2019 e 2020, no contexto de choques externos e da pandemia, bem como o programa de crédito alargado aprovado em 2022. 

A decisão gerou enorme polémica, dividindo opiniões e alimentando vários debates nas redes sociais e nos media. De um lado, há quem a defenda como uma medida necessária para reforçar a soberania económica, melhorar a credibilidade externa do país e fortalecer a sua posição nas negociações de um novo programa com o FMI. Do outro, multiplicam-se questionamentos sobre a racionalidade da decisão, o seu timing e, sobretudo, sobre a origem dos recursos utilizados para liquidar a dívida.

Previous Moçambique reitera compromisso com os Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos

Rua Dar es Salaam 279, Sommerschield, Maputo

Seg – Sex: 8:00 – 18:00

Newsletter

Receba as últimas novidades do CDD: publicações, eventos, campanhas e muito mais.

CDD © 2024