A família de Eduardo Armando Chichava, morto no dia 9 de Junho de 2025 em circunstâncias que indicam possível homicídio quali cado, continua sem qualquer informação concreta sobre o andamento da investigação. O processo-crime encontra-se retido no Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) da Cidade de Maputo, que também mantém em sua posse o laudo médico-legal, documento essencial para a determinação da causa da morte.
O referido processo tinha sido entregue à Procuradoria Distrital de Kamubukwana, que tem competência para dirigir a investigação. Desde então, não houve diligências visíveis e a família tem regressado todas as semanas à Procuradoria apenas para ouvir a mesma resposta: “Os autos estão no SERNIC ”. Não há indicação sobre quem está a trabalhar no processo nem sobre os passos a seguir. Perante esta situação, a Procuradoria da República do Distrito de Kamubukwana solicitou a entrega imediata dos autos, avocando o processo. O SERNIC, no entanto, não respondeu, não enviou o processo e não remeteu o laudo médico-legal, mesmo depois de ter sido requerido. Um ano depois, ainda não há justiça para Eduardo Chichava e para a sua família.

