Os jovens não são um activo económico nem um passivo social: são cidadãos titulares de direitos e dignidade

A forma como a juventude é retratada no discurso público influencia a maneira como são concebidas as políticas e as oportunidades dirigidas aos jovens. Embora seja comum afirmar que os jovens constituem um “activo” para o desenvolvimento, esta linguagem continua a enquadrá-los numa lógica de utilidade económica, associando o seu valor à capacidade de gerar riqueza ou contribuir para o crescimento económico.

Uma abordagem baseada nos direitos humanos exige uma perspectiva diferente. Os jovens não são activos nem passivos; são cidadãos, titulares de direitos e portadores de dignidade inerente. O seu valor não depende da produtividade ou da sua utilidade para o Estado e para o mercado, mas da sua condição humana. Reconhecer os jovens como cidadãos é essencial para promover sociedades mais inclusivas, democráticas e comprometidas com a liberdade, a justiça e a participação.

Eis aqui a publicação completa.

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